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A importância da autoestima no relacionamento

“Dizer que ama alguém é fácil, difícil é amar alguém sem amar a si próprio”

Vou iniciar esse texto fazendo uma pergunta básica para o leitor: O que vem antes? O amor próprio ou o amor ao próximo?

Provavelmente você está pensando que não faz muita diferença, afinal de contas, para que o relacionamento dê certo deve existir amor ao próximo em primeiro lugar. Errado! Faz diferença e muita! Muitos relacionamentos fracassam por falta de amor próprio e “excesso de amor pelo parceiro”. Parece piada né? Mas não é, e tenho uma ótima explicação para isso.

Vou começar minha explicação respondendo uma pergunta chave para a discussão: o que é o amor e, o que pessoas que amam fazem? Bom, resumidamente podemos dizer que o amor é aquele sentimento que nos leva a fazer (ou deixar de fazer) muitas coisas pela pessoa amada e, além disso, nos faz querer o bem e a felicidade eterna dela. O amor é aquele sentimento que nos traz paz, serenidade, segurança e felicidade. Logo, como alguém que ama age com a pessoa amada? Pois bem…alguém que sabe o verdadeiro significado do amor age sempre em prol da felicidade do outro, deixando de lado o egoísmo. Por exemplo: eu sei que o meu parceiro adoraria fazer aquele tão sonhado curso do qual me falou várias vezes. Mas eu sei que as aulas do tal curso acontecem aos finais de semana durante um bom tempo, logo, eu terei que abrir mão da companhia dele durante esse período. Pois bem…se eu pensar apenas no meu próprio bem, provavelmente não irei incentivá-lo a fazer o curso ou, posso até pensar em fazê-lo desistir da ideia. Com o passar do tempo (e da frequência), esse meu comportamento egoísta pode prejudicar meu parceiro e, consequentemente a nossa relação, pois, ele irá se cansar dessa ¨prisão¨. Agora, se eu conseguir pensar no bem-estar dele e, conseguir abrir mão do meu próprio benefício por certo período de tempo (a companhia dele por alguns finais de semana), irei incentivá-lo a crescer na carreira, pelo fato de saber que isso o deixa feliz…e se ele está feliz, a probabilidade de me fazer cada vez mais feliz também aumenta!

Tudo isso é muito lindo e perfeitamente possível de se fazer quando na minha vida existe o tal do amor próprio (ou autoestima, como queiram chamar). Vamos imaginar que no exemplo acima, eu seja uma bastante insegura e frustrada em alguns aspectos da vida, por exemplo, não trabalho com o que eu gosto, tenho poucos amigos e não faço questão de cultivar essas amizades ou conhecer novas pessoas e, costumo ser bastante ciumenta para com o meu parceiro (mesmo ele não me dando motivos para isso). Agora respondam: que suporte terei para conseguir apoiar meu parceiro a fazer o curso aos finais de semana? Nenhum! Provavelmente eu ficarei insegura, primeiro porque eu terei que passar os finais de semana sozinha (e eu detesto!), pois, habilidade para programar algo com os amigos ou então ir a algum lugar para conhecer pessoas novas, eu não tenho. Segundo, porque no tal do curso o meu parceiro pode conhecer pessoas legais e, futuramente querer sair com elas (e eu talvez não queira ir junto). Meu parceiro pode até conhecer outras mulheres lá E bonitas ainda por cima! Vejam que absurdo! Além disso, se eu estivesse no lugar dele, com certeza abriria mão desse curso para ficar com ele, porque parto do princípio de que ele se sentiria da mesma forma que eu. Resumindo: Ele jamais fará esse curso! É claro que isso tudo me faz sofrer muito e, possivelmente esses comportamentos sejam frutos da minha história de vida (pois ninguém nasce inseguro, isso é “aprendido” desde cedo), mas esse meu jeito de ser, limita o meu parceiro…faz com que ele se sinta preso…sufoca ele! Inclusive ele fala pra mim que sou egoísta! É aí que se iniciam os problemas…minha autoestima é frágil, logo, limito meu parceiro por causa das minhas inseguranças, logo, ele fica infeliz, logo, brigamos, logo, ele não consegue mais me fazer feliz! É uma bola de neve!

A boa notícia é que isso não precisa ficar assim pra sempre! Pessoas com baixa autoestima não só fazem o parceiro sofrer, mas também sofrem muito e agem dessa forma porque não sabem enfrentar a vida de outra maneira, MAS o comportamento humano é incrível e me surpreende a cada dia! É perfeitamente possível aprender novas formas de lidar com as situações e, consequentemente sentir-se bem e feliz consigo mesmo! Se você tem problemas relacionados à autoestima ou quer saber mais sobre o assunto, entre em contato comigo! Ficarei muito feliz em poder ajudar!

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