Quando terminei o ensino médio, na cidade de Bagé-RS, ainda não tinha a menor ideia sobre qual curso faria na universidade. Incrivelmente meu pai comentava às vezes (por motivos que até hoje desconheço) que eu poderia ser psicóloga, mesmo assim, decidi trilhar o meu caminho e conhecer outras áreas. Fiz então um curso profissionalizante em informática, com duração de 2 anos na língua alemã (que eu já dominava) em São Paulo. Após esse período, tive a absoluta certeza de que a área das exatas não era a minha “praia”, mas ainda não tinha clareza sobre o que gostaria de estudar.

Depois disso, em 2006, tive a oportunidade de fazer um intercâmbio na Alemanha (país que sempre quis conhecer em decorrência da minha origem) e na Itália. Trabalhei como babá, sendo responsável por um bebê de 4 meses e morando na casa da família. Até então nunca tinha tido contato com crianças, mas trabalhar com “seres humanos” me agradou. Em algumas conversas com essa família, acabei expressando o desejo de conhecer mais a respeito da psicologia. Algumas semanas depois fui presenteada com um livro de psicologia em italiano (Psicopatologia della vita quotidiana, Freud). Apesar de não tê-lo lido na época, a partir desse evento, a psicologia tornou-se uma opção para mim. Além disso, na Alemanha ainda conheci uma pessoa especial: meu marido! Depois de 6 meses de volta ao Brasil, ainda insegura sobre “o que fazer da vida”, decidi arriscar na psicologia. No início do curso tudo ainda era muito estranho pra mim, mas com o decorrer dos semestres, as coisas iam tomando forma.

Realizei alguns estágios na área de Recursos Humanos, o que novamente foi bom para perceber que não era disso que eu gostava. Após 2 anos de curso, casei e me mudei para a Colônia Witmarsum (60km de Curitiba). Foi aí que começou um novo desafio: viajar 120km todos os dias para estudar. Inicialmente fazia apenas algumas matérias, até que por motivos financeiros tive que trancar a faculdade por um semestre. Fiquei então 3 meses na Alemanha com o meu marido, trabalhando novamente como babá. Retomei os estudos assim que voltei para o Brasil, na certeza de que eu enfrentaria o que fosse para conseguir me formar como psicóloga. Assim, nos próximos 3 anos, viajei diariamente para saber mais sobre os mistérios e as maravilhas do comportamento humano. No quarto ano decidi fazer a iniciação científica, pois sabia que essa seria o primeiro passo para um futuro mestrado. Minha orientadora era da abordagem analítico-comportamental, e eu gostava dessa maneira de ver o mundo e o ser humano.

Já no último ano, por meio dos atendimentos realizados durante o estágio em psicologia clínica, tive a certeza de que esse era o caminho a ser seguido. Graduar-me em psicologia foi um dos maiores orgulhos da minha vida, e contribuiu não somente para o meu crescimento profissional, mas também para o pessoal. Logo depois que me formei, iniciei os atendimentos na clínica particular, com adolescentes, adultos e casais, e comecei “a sentir na pele a emoção de ser psicóloga”.

Logo, senti a necessidade de me especializar mais na área, a fim de ter mais recursos para atender meus clientes. Foi então que fiz a especialização em clínica analítico-comportamental no Instituto de Análise do Comportamento de Curitiba. Logo após, ingressei no mestrado em psicologia clínica na UFPR, pois a área acadêmica, depois da clínica, é a minha segunda paixão.

Em fevereiro de 2018 aconteceu outro evento importante, que foi o nascimento da minha filha. Isso mudou muitas coisas nas mais diversas áreas da minha vida. Profissionalmente, apesar de não realizar atendimentos infantis, trabalho com orientação de pais que possuem dificuldade no relacionamento com os filhos. Percebo que hoje consigo acolher com mais empatia esses pais e, também me sinto mais “madura” para orientá-los.

Atualmente sou formada há 6 anos. Durante essa caminhada conheci muitas pessoas, atendi diversas queixas e isso permitiu descobertas ao meu respeito e a respeito das minhas habilidades terapêuticas. Hoje consigo identificar melhor meus limites como profissional, o que inclui reconhecer em quais casos devo realizar um encaminhamento à outro profissional mais bem preparado para atender a demanda.

Me considero uma psicóloga atenciosa e realmente dedicada. Meu trabalho não se limita somente aos atendimentos. Semanalmente reservo um tempo para estudar cada caso separadamente e planejar os próximos atendimentos. Também procuro contatar e alinhar as intervenções com demais profissionais que estiverem de alguma envolvidos no tratamento psicológico do cliente. Além disso, estou sempre em busca de novos conhecimentos, participo frequentemente de cursos e Workshops , realizo supervisões clínicas com outros psicólogos e, claro, realizo minha terapia pessoal.

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